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“Feliz acaso o do tempo que não conta
Neste paraíso disperso julgamos ser essência
Mas as sombras dissipam-se com o passar do tempo
Voltamos a nascer num corpo novo
A cada dia acrescentamos uma nova camada ao ser
Uma parte de nós não nos pertence
Essa parte que não tem corpo,
é a parte que nos une e nos despe perante o outro
O tempo cria camadas sobre camadas até te esqueceres de quem és
O tempo torna todo o real num provisório suspenso
É através da ausência de quem somos,
que retornamos ao vazio”
Anotações de uma viagem interior, com contornos oníricos em contraponto a uma realidade
que nos é apresentada, onde o “eu”se pretende dissolver na mera contemplação do real.
Fruto de um encontro de acasos, as imagens são transformadas, reeditadas, reinventadas,
revestem-se de uma natureza porosa, imperfeita, transformando-se em novas emoções de
sentidos abertos à leitura de cada um.


Breve apresentação do autor:

Miguel Marecos (1971) natural deLuanda, autodidata em artes plásticas, cedo mostrou fascínio
pelo ato criativo. A paixão“obsessiva” da fotografia, apenas se revelou em finais de 2010, ano
em que comprou a sua primeira máquina e a partir do qual começou a fotografar.
A fotografia foi apenas um ponto de partida para uma procura interna, de autoconhecimento,
um meio silencioso de expressão, uma razão para estar num determinado lugar. Cada
descoberta efetuada, transforma-se num mundo infindável de caminhos, onde a poesia e a
contemplação procuram estar presentes.
Frequentou vários workshops nomeadamente com Ana Pereira, Susana Paiva, Juan Manuel
Castro Prieto, Gilberto Reis e Paula Roush.
Entre 2012 -2016 foi membro do coletivo de fotografia, The Portfolio Project.
Finalista no Photobook Award Encontros de Imagem 2019 com o Livro Corpo Um.
Participou em algumas exposições coletivas nas cidades de Almada, Guarda, Porto e Lisboa.
Atualmente respira e reside noPorto.

Suporte:

Impressão a laser em papel fotocópia e papel fotográfico e aplicado em materiais diversos.

Behance — Miguel Marecos