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A representação de objetos imóveis, coisas inanimadas, foi na pintura motivo para representações que assumiram a designação de Natureza-Morta a partir das representações de objetos de uso quotidiano.
Nos primeiros anos da fotografia o que a câmara via tinha grandes semelhanças com a pintura. Por razões de ordem técnica mas, também, por razões de ordem estética.
Desde cedo os pintores se interessaram pela fotografia, desde Courbet, aos Impressionistas.
A Natureza-Morta vai ser veículo para a experimentação pictórica radical na obra de Picasso, Braque eMatisse e vai ser, também, a partir da natureza-morta que as vanguardas vão fazer a crítica da cultura contemporânea, expandindo esta categoria, que se alarga aos ready-made (Duchamp), à fotografia (Man Ray), continuando presente em expressões multimédia (Andy Warhol, David Hockney, Sam Taylor Wood, etc.).
As obras expostas são também experimentações pictóricas, materializadas através da cianotipia, em jogos de luz e sombra — chiaroscuro.

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